Costumo utilizar a expressão de que : a minha vida é como um GPS está constantemente a… recalcular - a rota!
A minha confiança desmoronasse sempre que penso na possibilidade de me voltar a apaixonar.
Há escassos segundos em que penso “não quero!!” , depois volto a ser humana, e tanto quanto a minha consciência e bom senso me permitem - assumo - a verdade é que morro de medo!
Na fase - de sempre - em que me sinto melhor com a minha “solteirice” , em que vivo em perfeita harmonia comigo, sinto-me a fraquejar perante um cenário, que não sendo, parece novo.
Oiço o eco de um medo. Não sei se de falhar e uma vez mais os anos passarem ao lado. Se de acertar e dar uma volta radical à minha vida. Se é a adaptação que me assusta ou se é perder a liberdade que tanto prezo e que foi tão difícil conquistar que me apavora. Tantos “ses” que mais me sinto uma adolescente, com medos.
Quando as conversas se estendem mais do que habitualmente permito. Quando dou por mim a pensar várias vezes ao dia em como seria e se valerá a pena o risco. Quando perco o controlo da minha autonomia e me sinto a quebrar, anestesiada pelo desconhecido.
Se depois dos trinta e com uma bagagem imensa atrás - das vantagens e desvantagens - ficamos muito mais seletivos e exigentes, certo é que há coisas que não controlamos e que me/nos - e não é o NOS da fusão - fogem entre os dedos. Ou se vive ou se esquece. E é essa linha - ténue - o risco que nos predispomos ou não a correr, que fará a diferença.
Gostava de minimizar a margem de erro. De acertar. De poder prever o futuro e fazer o que é certo.
Às vezes parece que sou à prova de bala, mas não sou à prova do amor.
Não sou solteira aos 30 por opção. Acontece. Não culpo o insucesso das relações, a exigente profissão, a desejada independência ou a crise! Acontece. Tem vantagens e desvantagens e é essa experiência que quero partilhar e guardar aqui. O título tem prazo de validade: sete anos! A ver vamos o que acontece entretanto. Que 2014 seja o princípio de uma estória - da minha estória - no regresso ao encantador mundo da blogosfera. Sejam bem-vindos!
quarta-feira, 28 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Final de temporada...
Em semana da final da Liga dos Campeões em Lisboa, e uma semana depois
do final da época desportiva, dei por mim a fazer uma comparação...
O fim de um ciclo. Princípio de outro. Despedidas e contratações.
Adoro futebol. Acompanho outras modalidades mas é o desporto rei o meu preferido. Sei que não é muito comum nas mulheres. Mas o
ambiente de um jogo de futebol é arrepiante! Os cânticos! Os vinte e seis protagonistas em campo absorvem qualquer pensamento. A concentração dos
milhares que assistem e o êxtase de um golo! É uma terapia. Por mais estranho
que pareça.
Como diz o hino do meu
clube “dos netos aos avós” e assim é. Não me lembro de escolher a cor do
coração. Desde de sempre que vou ao estádio - é o único sítio em que não há
fila para a casa-de-banho das mulheres! - e acompanho religiosamente o que
acontece no meu e na maioria dos clubes europeus. O meu irmão sempre esteve ligado a esse mundo e de uma forma natural o tema "futebol" sempre foi tema de conversa familiar. Há alturas em que gostava de ser homem, era a minha única hipótese de ouvir um estádio a gritar o meu nome... Ou simplesmente ir ao centro do relvado com casa cheia. Por mais estranho que
continue a parecer.
E foi no último Domingo de jogo da época que já terminou -
em que fizemos uma brilhante temporada - que percebi que frequento um dos sítios
em que há mais homens por m2 e nunca tinha pensado nisto como um ponto em comum
com o sexo oposto.
Uma relação é como um jogo de futebol em que contratamos
pessoas - sem sequer nos apercebermos - substituímos e até expulsamos - umas por acumulação de amarelos outras com vermelho directo!. Feliz ou
infelizmente há o momento em que seguimos para prolongamento e inevitavelmente
alturas em que perdemos e outras em que ganhamos nas grandes penalidades. Há
momentos decisivos e cada ponto perdido - ou roubado! - pode fazer a diferença no
final da classificação.
Errar é humano. Só erra quem vive e só falha quem está lá
para marcar. Não podemos condenar ninguém por errar. Nem condenar alguém por
falhar. Desde que desempenhem bem os papeis que têm. É revoltante a
injustiça de um fora de jogo mal assinalado ou de um golo limpo anulado. Mas é
capacidade de dar a volta ao jogo com estas adversidades que tornam o sabor da vitória
tão deliciosa. Tal como no jogo da vida. Se bem que a injustiça de uma má
atitude tenha sempre um sabor amargo. E não se esquece. Nem no final da época.
Gerir uma relação, seja ela qual for - de amizade, familiar
ou um amor - é como ser presidente de um clube. Onde é difícil dissociar a razão
do coração. Onde as decisões podem interferir com todo um ciclo de vida. A
nossa vida e a vida dos outros. E é esse o grande desafio que temos
diariamente. É por isso que devemos viver a vida com consciência, para que
não falhemos “o” penalti nos 90´da final da Liga dos Campeões da nossa vida!
Que venha a próxima época, estou tão entusiasmada por voltar a jogar a "Champions League"!
Que venha a próxima época, estou tão entusiasmada por voltar a jogar a "Champions League"!
domingo, 4 de maio de 2014
Um dia especial...
Não me incomoda não ter uma relação, sei que mais cedo ou
mais tarde vai acontecer. Com o avançar da idade tudo acontece - naturalmente
- com maior rapidez. Do coração, vivo muito bem com essa condição. Mas o que me
faz pensar é que vou ser uma mãe mais velha do que gostaria.
A minha mãe foi precoce neste sentido. O que faz com que
tenhamos somente dezassete anos de diferença. Fazendo contas, de forma
divertida – se fosse hereditário - eu já poderia ser avó! Mas, mudam-se os
tempos, mudam-se as vontades. E cá estou eu a contrariar a cronologia da árvore
genealógica.
Fico felicíssima quando as minhas amigas/os anunciam a boa
nova e amo os filhos deles. Acompanho as evoluções e preocupações. O que acaba
por me tranquilizar para umas coisas e preocupar para outras. Como se tivesse
workshops completos e variados sobre o tema. O que me aguça mais o desejo.
Não sonho com príncipes encantados montados em cavalos brancos nem com
pessoas perfeitas. Tento esquecer os estereótipos e ajustar a “chek list”. Mas
muito provavelmente, a minha exigência não facilita. Paciência. Estou tão calma
que me dá a serenidade necessária para escolher com cabeça e com o coração. Tenho
saudades do estômago a borboletar. Mas quero o “tal”. Não mais “um”. Quero a
pessoa certa para ser o pai dos meus filhos e o companheiro para a vida.
Se pudesse ter escolhido, teria sido mãe por volta dos
trinta. Uma boa altura, penso. Antes não. Precisava deste tempo que tive para
mim. Também acho que não teria a maturidade necessária para a educação que hoje
sei que gostava que o meu filho tivesse. Por outro lado, não fui mãe porque não
quis – já dizia a “bruxa”. Mas só sei e acredito que fiz as escolhas certas,
porque não aconteceu. E ainda bem. Agora sei que vou desempenhar tão melhor o
meu papel.
O meu relógio biológico há muito que toca. Sinto-me
incompleta.
Não perco noites a pensar, mas suspiro… Digo-o com um
sorriso: Príncipe aparece, quero tanto ser mãe!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Amigos - pouco - coloridos
Num jantar em que por certo, muitos bons rapazes ficaram com
as orelhas em chamas, a conversa fluía de uma forma maravilhosa, o relógio e os telemóveis não existiam e tudo parecia perfeito. Até que o tema foi aprofundado e no meio dos vários testemunhos percebi que há quem não se sinta nada confortável com o
actual estado civil. E que lidam da pior maneira possível com o assunto. A meu
ver, devemos de gostar muito de nós. Relembro a velha máxima de que: “se não
gostarmos de nós, quem gostará?”
Há um grupo de pessoas que lida bem com os amigos
coloridos, que os têm com plena noção de que é tudo muito físico, embora haja
mesmo carinho entre as partes, mas que por algum motivo – dos mais variados –
não avançam para outro nível. As que perdem - ou ganham! - o controlo e que
acabam na Igreja. E as que não lidam nada bem com estas modernices. E é neste último grupo que me vou focar.
A vulnerabilidade faz com tenham comportamentos contra
natura. São mulheres inteligentes, realizadas profissionalmente, bonitas, que
tinham tudo para estar de bem com a vida. Não fosse esta não lhes facilitar a
única coisa que elas desejavam: uma relação. Elas só se querem sentir amadas e
acabam por se sentir usadas. Ouvi relatos de situações impensáveis neste mundo
tão avançado tecnologicamente para umas coisas e tão parado ainda para outras. Uma nuvem negra mudou a paleta do arco-íris destas mulheres tão fortes aos olhos dos outros e no fundo tão frágeis.
Frágeis, porque se sentem carentes. Não por inocência.
Frágeis, porque se sentem carentes. Não por inocência.
Quase todas acabavam com “mas sentia-me sozinha”.
Compreendo. Feliz ou infelizmente. Mas do que adianta ter companhia para um par de
horas se no fundo não é o que queriam? O desespero – ou a pressa – nunca foi
amiga da perfeição. E uma relação forçada certamente não será a parceira ideal. O "não" é um direito que nos assiste.
Refiro-me particularmente as mulheres, muito provavelmente
também acontece com o sexo oposto. Mas tenho a ideia de que a nível sexual os
homens estão mais resolvidos. Se usados, lidam melhor com o assunto.
O mundo virtual tem inúmeras vantagens. Eu escrevo de onde
me sentir confortável, de pijama, descabelada. Não importa. É onde me apetece.
Conforta-me e leva-me para longe. E essa a minha filosofia. Faço o que me
apetece. Não o que querem. É uma das vantagens! Não sou nenhuma santa, nem quero vender essa imagem.
Sou uma mulher, ciente das decisões que tomo. Tomo-as com a liberdade que me é
permitida. E durmo de consciência tranquila e de alma lavada.
Não está na mão de ninguém, só na vossa.
A carência torna-as alvos fáceis. Quando o que procuram é tão-somente
um colo. Um abraço. Um beijo!
sexta-feira, 28 de março de 2014
segunda-feira, 24 de março de 2014
Uma paixão!
Não cozinho por obrigação, mas por gosto. Devoro livros de
culinária e não perco um programa de televisão relacionado com o tema. Aponto
as receitas, reinvento e na maior parte das vezes até corre bem. É a minha
terapia quando o dia corre mal e a minha paixão quando o dia corre bem. Gosto
em especial de doces e bolos. Adoro chás e ervas aromáticas. Mas as massas são
a minha especialidade.
Gosto de todo o tipo de cozinha, se bem que a Japonesa me
conquistou e tenho alguns problemas com a Italiana, visto que não gosto de
queijo – não contem a ninguém mas ultimamente digo que sou alérgica, porque
quando referia esta pequena esquisitice – grande aos olhos de muitos - via o desdém
nos olhos de quem recebia a informação ou o silêncio ensurdecedor de quem ouvia
o pedido por telefone. Mas respeito tanto quem gosta, que quando cozinho acrescento
o ingrediente proibido. Na verdade até fica com melhor aspecto, mas o cheiro,
não há volta a dar. Tenho o dobro do trabalho mas nada a que já não esteja
habituada. E acho um crime privar alguém só porque eu odeio o dito.
Se há vantagens, é na cozinha.
O frigorífico só tem coisas boas, ninguém se queixa do tempero, da cozedura e tão pouco dos horários. Digo isto, mas eu adoro cozinhar para mais pessoas, no entanto, sou sempre a minha grande crítica e vou apurando as novidades até ter razões para fazer brilharetes.
Tenho como regra ter sempre sopas diferentes congeladas, para o caso da preguiça apertar. Sempre que faço uma nova congelo duas doses, desta maneira a base para uma refeição está sempre pronta e ainda tenho opção de escolha. O complemento improviso de acordo com o tempo e com a fome. Por isso, um truque é ter sempre o básico: salada, legumes, massas, farinha, ovos, atum, cogumelos, tomate, ervas aromáticas secas e uns vazos com ervas aromáticas frescas, por exemplo. Têm prazos longos e alternados duram algum tempo. No caso das ervas frescas, para além de serem muito praticas e fazerem a diferença no toque final, aromatiza a cozinha. Carne e peixe separados por doses, para que facilmente se cozinhe. Saber fazer massa quebrada, folhada e de pizza também dá um jeitão. Evito umas idas de última hora e apressadas ao hipermercado. Mesmo que tenham de levedar, aproveito para preparar os restantes ingredientes. Se não, ter congeladas, é sempre uma alternativa.
Outros artifícios – e uso bastante – gelo aromatizado. Ideal para bebidas e com o Sol a espreitar fica bem em qualquer sumo de fruta ou bebidas digestivas. E ainda, azeite aromatizado congelado em couverts, práticos para refogados. E aromatizado - mas não congelado - para saladas e outros temperos.
Aproveito a hora das refeições para fazer algumas actualizações do dia. Sentar-me à mesa é dos meus grandes prazeres. Se bem que abro umas excepções - de vez em quando - e como com a bandeja no sofá. Acontece quando estou com as minhas séries em atraso. Não sei é bom ou mau, mas sabe tão bem!
Compreendo que nem todos gostem de cozinhar e que por isso optam pela comida congelada e umas sanduiches básicas. Ou então, pelo pronto a comer mais próximo. Não querendo estragar o negócio a ninguém, acho que é tudo uma questão de hábito. Para quem está neste grupo, aconselho que comecem a desfolhar uns livros de culinária, principiem por receitas rápidas e saudáveis. Aos poucos vão descobrir que comem melhor, se mantêm entretidos enquanto, pelo menos, tentam e se resultar vão ficar tão entusiasmados que vão querer experimentar outras receitas. E quando derem por vocês estão uns chefes - da vossa casa!
A minha refeição preferida é o pequeno-almoço. Gostava tanto de acordar e ter… pão fresco sem sair de casa! Não, não era fazer, era assim ele cair do céu - estou mesmo a falar do pão. Não sou assim tão sonhadora, pois não? – Continuo a falar do pão - juro!
Se preferia partilhar? Preferia, mas não era a mesma coisa.
O frigorífico só tem coisas boas, ninguém se queixa do tempero, da cozedura e tão pouco dos horários. Digo isto, mas eu adoro cozinhar para mais pessoas, no entanto, sou sempre a minha grande crítica e vou apurando as novidades até ter razões para fazer brilharetes.
Tenho como regra ter sempre sopas diferentes congeladas, para o caso da preguiça apertar. Sempre que faço uma nova congelo duas doses, desta maneira a base para uma refeição está sempre pronta e ainda tenho opção de escolha. O complemento improviso de acordo com o tempo e com a fome. Por isso, um truque é ter sempre o básico: salada, legumes, massas, farinha, ovos, atum, cogumelos, tomate, ervas aromáticas secas e uns vazos com ervas aromáticas frescas, por exemplo. Têm prazos longos e alternados duram algum tempo. No caso das ervas frescas, para além de serem muito praticas e fazerem a diferença no toque final, aromatiza a cozinha. Carne e peixe separados por doses, para que facilmente se cozinhe. Saber fazer massa quebrada, folhada e de pizza também dá um jeitão. Evito umas idas de última hora e apressadas ao hipermercado. Mesmo que tenham de levedar, aproveito para preparar os restantes ingredientes. Se não, ter congeladas, é sempre uma alternativa.
Outros artifícios – e uso bastante – gelo aromatizado. Ideal para bebidas e com o Sol a espreitar fica bem em qualquer sumo de fruta ou bebidas digestivas. E ainda, azeite aromatizado congelado em couverts, práticos para refogados. E aromatizado - mas não congelado - para saladas e outros temperos.
Aproveito a hora das refeições para fazer algumas actualizações do dia. Sentar-me à mesa é dos meus grandes prazeres. Se bem que abro umas excepções - de vez em quando - e como com a bandeja no sofá. Acontece quando estou com as minhas séries em atraso. Não sei é bom ou mau, mas sabe tão bem!
Compreendo que nem todos gostem de cozinhar e que por isso optam pela comida congelada e umas sanduiches básicas. Ou então, pelo pronto a comer mais próximo. Não querendo estragar o negócio a ninguém, acho que é tudo uma questão de hábito. Para quem está neste grupo, aconselho que comecem a desfolhar uns livros de culinária, principiem por receitas rápidas e saudáveis. Aos poucos vão descobrir que comem melhor, se mantêm entretidos enquanto, pelo menos, tentam e se resultar vão ficar tão entusiasmados que vão querer experimentar outras receitas. E quando derem por vocês estão uns chefes - da vossa casa!
A minha refeição preferida é o pequeno-almoço. Gostava tanto de acordar e ter… pão fresco sem sair de casa! Não, não era fazer, era assim ele cair do céu - estou mesmo a falar do pão. Não sou assim tão sonhadora, pois não? – Continuo a falar do pão - juro!
Se preferia partilhar? Preferia, mas não era a mesma coisa.
terça-feira, 18 de março de 2014
Final de relações longas...
Ao contrário do que provavelmente ficou a pensar, a relação
longa não foi a última, mas a primeira. Aquela em que se aposta tudo, que se
faz tudo, se atura tudo até ao dia em que não se tolera mais nada. E apercebi-me
que eu, tal como a maior parte de vocês, provavelmente sofremos desse síndroma.
Um dos problemas das relações longas, é que a relação deixa
de ser a dois, mas enraizasse na família, e quando acabamos, custa mais acabar
com a família do que com o parceiro. A mim aconteceu-me isso, a relação estava
presa por fios em que a família se esforçava imenso para manter, e o sentimento
por eles era tão profundo que fui arrastando. Costumo dizer que: encontrar um
namorado melhor, não vai ser difícil, mas uma família, só igual, porque melhor,
duvido!
Costumo comparar o final de uma relação a uma morte – daí
chama-los de falecidos ou defuntos. Afinal, para recuperar – e aceitar –
passamos por todas as fases. Tal como quando perdemos alguém - no verdadeiro sentido
da palavra.
Se o tempo voltasse atrás, tenho as minhas dúvidas se mudava
alguma coisa, não pelos momentos bons ou maus, mas pela aprendizagem que foi,
um curso intensíssimo – um Doutoramento - do que não se deve fazer, do que não
se deve consentir. Erros naturais e de uma enorme inocência.
O meu conto de fadas fora banhado por um tsunami. E foi neste
momento que despertei para a realidade.
No entanto, a relação longa, trama-nos as contas. Porque os
anos não voltam para trás. E nesse sentido o rapaz - que me fez a pergunta - acertou em cheio.
Olhando para o passado consigo dizer o momento exato em que a relação deveria de ter
terminado, mas por teimosia – ou pela ingenuidade do primeiro amor - arrastei
enquanto pude. Até que houve um dia, o ”dia”, em que senti o interruptor
desligar. Acreditem, acontece mesmo. Fui mesmo vencida pelo cansaço.
Para quem está nesta situação, que pelos relatos que recebo
em privado, são mesmo muitos.
Garanto-vos que é possível sarar um coração partido. Até vou
mais longe e garanto que só quando ultrapassei percebi o verdadeiro significado
do ditado: “não há amor como o primeiro”. Porque há coisas que só “aturamos”
uma vez, a primeira vez, daí em diante, somos mais autónomos, seguros, realistas
e menos ingénuos.
O primeiro, foi o amor da minha vida - aquele que testou os
meus limites - mas não o Homem da minha vida. Por esse, espero calmamente.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Palavra proibida: Ex!
Ao contrário do que acontece no final da adolescência/início
da maioridade, aos vinte e poucos ou mesmo vinte e muitos, a probabilidade de
encontrar um solteiro depois dos trinta é tão baixa, que nos devemos de
mentalizar que o mais certo é um divorciado ou viúvo. O que é mesmo muito aborrecido,
porque esqueçam o vestido branco e a entrada triunfal na Igreja, eles já la
estiveram e só se vai uma vez.
Também há a probabilidade – altíssima - de vir com brinde. O
que me assusta. Pois a palavra associada é tão forte quanto negativa e não me lembro
de nenhuma enteada/o dizer bem da madrasta. Haverão, como em tudo excepções - desde
que ela/ele não queira um braço de ferro, prometo esforçar-me para que sejamos
grandes amigos - pensamento positivo e muitas figas! Ainda acresce ao pacote
das probabilidades, a fava. Não há desculpa possível para o fim-de-semana
obrigatório em que nos cruzamos com a mãe do filho e a ex-tudo. Principalmente
se ela não tiver na mesma fase de resolução. Se bem que, desde que não sejamos a
causa da separação pode até ser pacífica a relação entre as duas. Mais que não seja porque
teremos de nos encontrar todos no aniversário da criança!
Independentemente de serem solteiros ou divorciados, certo é, que vem com um role de ex-namoradas, na melhor das hipóteses,
tendo em conta que poderão vir com o rótulo de ex-mulher - até já me está a dar
calores! E outra problemática se levanta, estas modernices de se darem com as
ex , faz-me alguma - muita – confusão. Por algum motivo são ex, pensem, nem que
seja, no tempo perdido. Pior ainda são as que não chegaram a ser oficiais, mas
também não chegaram a ser perda de tempo, porque foram amigas coloridas em que
tudo correu bem. E fica aquele clima de incerteza boa, em que por circunstâncias
diversas não avançaram para uma relação porque podiam estragar tudo o que
tinham de bom. Estas sim, são uma ameaça e ao mesmo tempo a insegurança saudável.
Faz-nos pensar que se não cuidarmos vem o lobo mau e lá se vai a oficialzinha!
Mas com a idade aprendi a lidar melhor com isso, já acho
permitido um “olá”, obviamente seguido de um “Adeus” sem espaço para o “está
tudo bem?” que isso dava azos a conversas e a sorrisinhos dispensáveis. Se ela
for gira e demasiado proporcional – boa! – Então só tem ordem de soltura para
acenar, sorrir e desviar automaticamente o olhar.
Não são tão poucos os casos, de ex-casais que conheço em que
para além de amigos, são os melhores amigos, saem para o café e numa outra fase,
em que iniciam novas relações, acabam mesmo por se relacionar todos. Frequente principalmente
em grupos de amigos comuns - que é o único caso em que até compreendo. Ainda assim,
não acredito que se esqueçam que tiveram uma relação intima. E era nestas
alturas que pagava para ler pensamentos num jantar em se cruzam todos.
Ou será que significa que as ex-relações estão bem
resolvidas, as pessoas são civilizadas, crescidas e isso é mesmo permitido?
Bem sei que no final das relações, há a fase inicial em que
nem os queremos ver à frente, a seguinte em que, se for possível mantenham a distância,
e outra em que podem estar num mesmo recinto que são invisíveis. Mas amigos?
Não creio. Considero que todas as minhas relações passadas estão mesmo muito
bem resolvidas e ainda assim não mantenho contacto com nenhum. Não sinto
qualquer necessidade de aproximação e quando me cruzo ocasionalmente com algum
só me vem à cabeça as coisas negativas o que faz com que me sinta um “DUM DUM” e
aplique automaticamente o slogan.
Quero com isto dizer que é uma vantagem enorme não falar com
os falecidos - substituição carinhosa, ou não, de Ex - o “futuro” está sempre tranquilo, e evitamos discussões mesquinhas
e paranóicas - reconheço.
domingo, 9 de março de 2014
Trimilenária
O pós dia mulher foi muito especial para mim, faz hoje dois meses que ganhei coragem para iniciar este projeto. Não tinha grandes expectativas quando criei o blog, pensei que ficasse pelos amigos e amigos
de amigos. Mas o incrível poder do mundo virtual surpreendeu-me.
Entusiasmei-me a cada novo “gosto”, com cada mensagem que recebi
- pública e/ou privada - com os incentivos de todos os que se identificam com o
conteúdo do que escrevo.
Assusta-me perceber que não tendo pensado em números, também
nunca pensei ser trimilenária, muito menos num período de tempo tão curto.Obrigada por fazerem parte deste meu cantinho, tão especial
para mim. Não imaginam o bem que me fazem.
Cada “gosto” corresponde a uma pessoa, a uma vida e a uma história.
A cada um de vocês o meu obrigada, do fundo do coração!
sexta-feira, 7 de março de 2014
Dificilmente teria uma relação com alguém que…?
Ao ler a frase “Yes i´m single! And youll have to be fuckin
amazing to change that” fiquei a pensar no quanto teria de ser mesmo fantástico
para me fazer pensar em mudar de estado. E empregando o comentário de uma
leitora do blog “cabe um mundo na palavra amazing”. E o que é para mim, não
será necessariamente para outra pessoa.
Podia falar da lista interminável de qualidades desejáveis, porque com a idade tornamo-nos mais existentes e selectivas. Mas como estou bem-disposta,
vou falar da minha lista de tolerância zero. Dos defeitos com que não consigo lidar
o resto da vida.
Tenho pedir desculpas antecipadas porque o conteúdo a seguir
pode - mesmo - ferir susceptibilidades.
Se há coisas que me incomodam é que conduzam mal. Não têm a
mania de rotular as mulheres de más condutoras? Então têm de obrigatoriamente compreender
a linguagem do GPS, saber como e quando mudar de mudança - sem as “arranhar” -
estacionar pelo menos à segunda – vá à terceira se for um lugar pequeno, e que
não tenham estacionado à primeira ou a segunda por nabice, mas porque a manobra
não era mesmo fácil - e não ter problema em conduzir numa cidade que visitam pela
primeira vez. Não conhecer a cidade, não muda o lugar dos pedais nem a ordem
das mudanças. O meu sistema nervoso ressente-se mesmo perante este cenário. Ah!
E se puderem saber qualquer coisa do carro para além do depósito do gasóleo/gasolina
também não lhes fica nada mal.
Outra condicionante - e subscrevia qualquer petição em que
deveria de permitir direito direto ao divórcio e com uma indemnização vitalícia
por quaisquer danos causados- é: ressonar! Eu gosto muito de dormir, feliz ou infelizmente
ainda não tenho motivos de força maior para não ter um sono profundo e sem
interrupções, logo, é suposto serem horas em que se “desliga”. Independentemente
de ter sido um bom ou mau dia, é suposto regenerar tudo e mais alguma coisa. Não
conseguir descansar pelos sons emitidos ali ao lado, e como se não fosse mau o
suficiente a pessoa que nos está a perturbar ainda dorme profundamente, é tudo
o que não se quer na cara-metade.
Porque como ninguém é igual, isto para outras são pormenores.
Para mim um gigantesco drama!
Os dramas das minhas amigas são por exemplo: usarem manga à
cava, deixarem a porta aberta quando vão à casa de banho ou arrastarem os pés
quando andam. Pormenores a meu ver contornáveis com uma conversa aberta e
sincera.
No entanto, se preencher a lista de requisitos e ressonar
ainda podemos negociar - com a promessa de um tratamento qualquer - agora
conduzir mal, não há negociação possível!
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