Não sou solteira aos 30 por opção. Acontece. Não culpo o insucesso das relações, a exigente profissão, a desejada independência ou a crise! Acontece. Tem vantagens e desvantagens e é essa experiência que quero partilhar e guardar aqui. O título tem prazo de validade: sete anos! A ver vamos o que acontece entretanto. Que 2014 seja o princípio de uma estória - da minha estória - no regresso ao encantador mundo da blogosfera. Sejam bem-vindos!
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
A ternura dos 30´s.
Folheiem a vida, como se de um livro se tratasse.
Página a página. Capítulo a capítulo. Sem saltar páginas, nem antecipar o final.
Apreciem as pequenas maravilhas que o dia-a-dia vos vai dando. Um jantar agradável com uma amiga ou um simples dia de praia.
O negativismo alheio incomoda-me, mas o que me perturba mesmo é a inquietação dos inquietantes, é o desespero com que agarram vezes sem conta o telemóvel. Ou marcam no calendário os acontecimentos menos bons. Dêem valor a quem se disponibiliza para vos ouvir - e ser ouvido. Esforcem-se para que aquele par de horas em que alguém vos está a dar o bem mais precioso que há - o tempo - seja merecido. Não há pior sensação que aquela de que nos fizeram perder o nosso valioso tempo.
Com a idade, aprendemos - eu pelo menos esforço-me bastante para isso - a serenar o coração e a alma. A apreciar e desfrutar de coisas que nunca tinha pensado. Até o paladar muda - assim de repente, lembro-me de substituir lentamente o chocolate pelo café. O refrigerante, por um bom copo de vinho. Os gostos refinam-se, amadurecem. Perdemos os medos e os receios. Assumimos as vontades e os desejos.
Sinto-me no auge da minha essência, a todos os níveis.
Portanto, todos os dias descobrimos uma folha nova, prontinha a ser escrita, se necessário, rasuramos alguns parágrafos. Improvisem.
Abracem a vida, como se não houvesse amanhã. Saciem diariamente a fome de serem felizes. Até aqueles livros, com contracapas rígidas podem ser mal interpretados, imaginem os mais os frágeis. Se a escrita não vos agrada, mudem de autor! Mas sejam exigentes.
A história, essa é nossa. E a minha, sou eu quem rescreve escreve.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
O que eu quero é um Smeg!
Tudo o que precisam de saber é que a Smeg foi fundada em 1948, em Itália. E se isto vos soou completamente desconhecido, então pesquisem para saber mais, vão descobrir um mundo encantando de uma cozinha que jamais passa de moda! Não, não me pagaram para escrever sobre a marca, tão pouco vou ganhar um frigorifico no final do post, com muita pena minha!
Teria a linha completa, se a minha carteira permitisse.
Sempre que passo pela loja Smeg, fico a babar na montra, não pelo status, é mesmo pelo extremo bom gosto, a elegância das linhas, o vintage requintado que nunca passa de moda. A dúvida está mesmo na cor, se o verde agua me encanta e seria o ponto alto da minha imaculada cozinha, aquele branco sujo, arrebatou-me- foi Amor à primeira vista - e ficava mesmo a bem com a fantástica caixa de pão que comprei no outro dia.
Depois de me embevecer, sigo sempre caminho a pensar que é exatamente o que procuro num homem.
A analogia pode parecer estranha, mas acreditem que têm muito mais em comum do que parece.
A analogia pode parecer estranha, mas acreditem que têm muito mais em comum do que parece.
A linha é Italiana, por si só, já é um bom princípio e se o sotaque espanhol "me encanta", confesso que um "sono innamorato" deve soar lindamente. Mas, friamente falando, o português, é o português. - como diz o grande "não se ama alguém que não ouve a mesma canção".
Na minha última viagem, a Amesterdão, a minha amiga tinha um Smeg médio branco na cozinha, meio histérica disse: tu tens um smeg?! e ela respondeu do outro lado: um quê?! Um smeg! - Exclamei. Ela arqueou a sobrancelha com ar de espanto e disse: ai, tenho?! - Como podem constatar nem um Smeg agrada a todos.
Imagino-o um trintão - o filho do Smeg, pois claro! - com uma bagagem imensa por partilhar, bem vivido e acima de tudo bem resolvido. Sem dramas nem inseguranças. Desprovido de preconceitos machistas, com o desejo de partilha e de estabilidade. Bem sucedido o suficiente para se sentir bem com ele mesmo, sem recalques ou ambições fracassadas. Preparado para partilhar uma vida. Que me ensine e aprenda comigo. Que me envolva nos braços e me ame, sem pudores. Com a sabedoria de um bom vivã e com a intensidade de um apaixonado.
Não precisa de ser lindo, mas de ter o charme e requinte de um 50´s retro style mas ali mais dos 70/80´s, com mais experiência que eu. Não precisa de ser o mais alto, mas com arrumação. Não precisa de ser musculado, mas cuidado, boa aparência e ter os botões nos sítios certos. Congelar, manter a temperatura ou torrar, depende da ocasião. Ah! E a batedeira! Uma tentação. De misturar e chorar por mais. Já para não falar da simplicidade do fervedor. Todo um catálogo simples e incomparável. Único. Uma verdadeira tentação.
Acho que já merecia, pelo menos, uma torradeirazinha, verde água! - acabei de me decidir.
sábado, 4 de junho de 2016
Recomeçar...
Acabar relacionamentos nunca é fácil, mas o pior mesmo é recomeçar.
Pôr um ponto final, apesar do grau de saturação a que por
vezes as relações chegam, é sempre um golpe de mestre. Sou apologista de que
ninguém é obrigado a estar com ninguém, e as tão espinhosas atitudes têm de ser
tomadas. Não precisamos de motivos. Só precisamos de ser honestos connosco e
deixar o coração expressar-se. Nem sempre o fazemos da melhor maneira, verdade.
Mas não precisamos de uma desculpa elaborada, só da certeza de não querermos
mais dar continuidade ao que se tinha, tenha lá o nome que tiver. Nem tão pouco
de nos martirizar à procura de explicações. Compreender quem não nos quer, para
que possamos ser compreendidos por não querer. Sair da relação com dignidade, e a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Acabou, é o foco.
A esta altura, já sabemos que ninguém morre de um desgosto
de amor. O percurso para a cura, cabe-nos a nós esboçar. Lembrar só o que é bom
de lembrar. Sem ressentimentos ou mágoas. De alguma forma, faz parte da nossa
história. Do nosso crescimento – nem que seja para os lados de tanto afogar as dissabores
em chocolates e outros que tais. O Verão está à porta? Paciência. Não é formosura?! Vénus e tal?!
O reverso da medalha, é que temos de começar tudo de novo.
Desde o nome, de onde vens ou o que pensas fazer quando fores grande... E esta
parte, sim, dá cabo de mim. Não tenho paciência. Não me apetece.
Dar tempo ao tempo, esperar que a constelação se alinhe e
que tudo se torne brilhante outra vez. E de preferência, de vez.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Mulheres modernas
“Não sabes o teu real valor”, disseram-me durante um cortejo
fúnebre. Por toda a carga inerente ao momento, o impacto foi enorme. Fez-me
pensar, repensar e concluir.
Posto isto, descobri o meu grande problema: eu espanto os
homens!
Tenho um emprego que me ocupa um dia inteiro, sou
independente, a profissão que escolhi - sou realmente feliz por poder exerce-la
- falo mais do que uma língua, já vivi fora do país, esforço-me por fazer
frente à crise, tenho perspetivas de trabalho. Quero aprender mandarim ou
atirar-me de cabeça ao doutoramento. Sou uma fada do lar – adoro cozinhar! Nos
planos, ainda consta constituir uma família. Ah! Já me esquecia, sou fiel! Tenho
na agenda todas as consultas dos meus avós para os próximos 3 meses. Em vez de pensarem que as mães me iam adorar, fogem a sete
pés.
Os homens gostam do poder, de se pavonearem com o que têm, e
se encontram uma mulher que olha para eles de igual para igual, veem-na como um
inimigo e não um aliado. Eu vejo vantagens, eles veem as desvantagens. Não
espero que me paguem a conta, nem que me abram a porta do carro, se o fizerem,
tanto melhor, mas sejamos práticos, alternamos as despesas e eu bato a porta,
devagar prometo!
Não nos podemos contentar com o pouco que nos dão. A relação
da acomodação está fora de moda. Digo isto porque se queremos igualdade de
direitos, então apliquemos a tudo. Temos direito à atitude. A não querer. A
acabar. A começar. E recomeçar, tantas vezes quantas as necessárias, sem medos.
Vejam-nos como Mulheres, que vamos adorar ver-vos como
Homens.
Fixem-se na vida daquelas, que como eu, procuram uma relação
para a vida, não há melhor suporte e ajuda para as resoluções das contrariedades
que um pilar emocional bem sustentado.
Aos que até se podiam encaixar no perfil, também encaixam no
ditado: “Dá Deus nozes a quem não tem dentes”. As “nozes” que se contentam com
as poucas mordidinhas que os “dentes” dão, vá se lá perceber.
Não dizem que atras de um grande homem está sempre uma
grande mulher? Então e se – para variar um bocadinho - atrás de uma grande
mulher estiver um grande homem? Justo, não? Melhor ainda, um casal, onde os dois têm o papel principal.
No amor, não há braços de ferro, há uma fusão de metais de quilates
incalculáveis.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Para ti, com Amor!
Digam-me o que disserem, ninguém passa este dia sozinha por
opção. Queremos que aconteça o improvável e que o dia chuvoso faça sentido. Que
nos raptem dos nossos nublados pensamentos, e o Sol entre de rompante nos
nossos corações.
E tu, tens esse poder. De mudar a minha vida, independentemente
do número de horas que estou contigo.
Gosto de ti, digo-te com a maior honestidade. Adoro-te,
digo-te com o coração na boca. O amo-te, deixamos para depois, não te quero
assustar. Mas odeio as tuas ausências.
Preenches, sem saberes, a grande lacuna da minha vida, mas
receio não ter esse poder na tua. Quero-te na minha vida. Quero ser a tua
amiga, mulher e amante. Quero-te tanto, tanto.
Os ensejos únicos que partilhamos, nos momentos em que nos
fundimos num só, são memoráveis. O mundo pode desmoronar lá fora, que ali, nem
o tufão mais agressivo nos separa. Não são só as tuas escadas que me deixam sem
folego, és tu. A forma como me olhas, me beijas e me agarras contra ti, fazem qualquer desvio valer a pena. Ou uma ponte. Ainda que tivesse de ser um Oceano ou um continente, valeria a pena.
Se a minha confiança
tremia sempre que pensava na possibilidade de me apaixonar, agora a minha
confiança abala, sempre que penso na possibilidade de te ver partir.
Não quero mudar a tua vida. Não te quero afastar dos teus
amigos. Não quero nada que não queiras. Mas quero fazer-te Feliz. Quero-te ao meu lado, para os bons e para os maus momentos. Quero que tenhas tanto orgulho em mim, quanto eu tenho em ti. No totobola que é a vida, quero ser a tripla, não importa o resultado, eu vou estar lá.
Com Amor, tudo é mais fácil. Mas ninguém manda no coração. E o teu, é tudo o que quero de ti.
Por vezes, posso parecer à prova de bala, mas não sou à
prova do Amor. – in solteira aos 30
Feliz Dia dos Namorados!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
É Natal!
Gosto do Natal. Da mensagem, da troca, da partilha, da
festa… e das luzes! Do
cintilar das ruas, da azáfama e do empenho em fazerem o melhor que podem, com o
muito ou pouco que tenham, não importa, há Amor no ar! Amor de verdade, o
rejubilar dos corações e um brilho especial no olhar, tornam esta quadra muito especial.
Por arrasto vêm as festas: de família, da empresa, e dos vários
grupos de amigos. Mas, se nas festas de família as perguntas incomodativas
tardam, mas chegam sempre. A dos jantares de amigos são bem céleres - e igualmente
desagradáveis - mas ditas num tom ingénuo - para além de curioso - de quem não
percebe a farpa que espeta com a pergunta mas indesejada do Ano!
Quando nos entusiasmamos a contar as boas novas, há sempre alguém que interrompe e diz “ e então um rapazinho por ai, não?” E eis que tudo perde o sentido. O raciocínio desvanecesse e perdemos o Norte, nesta altura do ano provavelmente seria mais o Pólo. E ia de bom agrado ajudar o Pai Natal! Como se nada mais importasse senão o estado civil, como se fosse o ponto alto da vida. É importante, sim. Mas não é tudo.
Depois de inspirar, expirar e contar até dez, pergunto se eles são totalmente felizes e completos só porque têm a cara-metade ao lado. Alguns sei que sim, outros nem tanto. Reforço que não tenho pressa, não tenho. Não me importa a idade nem que tenha de adiar os meus planos, incluindo a maternidade com o relógio que toca num tom tão ensurdecedor. Não me preocupa não ter a prenda extra para comprar. Nem para receber.
Quando nos entusiasmamos a contar as boas novas, há sempre alguém que interrompe e diz “ e então um rapazinho por ai, não?” E eis que tudo perde o sentido. O raciocínio desvanecesse e perdemos o Norte, nesta altura do ano provavelmente seria mais o Pólo. E ia de bom agrado ajudar o Pai Natal! Como se nada mais importasse senão o estado civil, como se fosse o ponto alto da vida. É importante, sim. Mas não é tudo.
Depois de inspirar, expirar e contar até dez, pergunto se eles são totalmente felizes e completos só porque têm a cara-metade ao lado. Alguns sei que sim, outros nem tanto. Reforço que não tenho pressa, não tenho. Não me importa a idade nem que tenha de adiar os meus planos, incluindo a maternidade com o relógio que toca num tom tão ensurdecedor. Não me preocupa não ter a prenda extra para comprar. Nem para receber.
Nos tempos que correm, passou a ser um luxo ter um Amor, mas eu refiro-me a um Amor, não a um relacionamento banal.
Não a um mero romance. Um Amor! É só isso que me arrebata, um Amor! E menos que
isso, dispenso.
Por isso, querido Pai Natal, como me portei bem este ano,
aliás fui eleita pela minha resistência física e emocional às contrariedades
desde ano, para além de pedir Saúde e amor para todos, não querendo abusar,
quero um Amor.
Não daqueles que duram um mês, ou
um par de anos. Um a sério. Daqueles que nos fazem querer para sempre. Não sei
bem o que isso é, mas dizem que é bom. Não quero só um estomago a borboletar,
mas a sensação de plenitude.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Especialmente Zen!
Não foi surpresa, já sabia. Mas não foi, de todo, menos entusiasmante ver uma publicação minha na conceituada revista Zen Energy , senti-me a verdadeira Carrie Bradshaw!
Um grande obrigada à equipa e um especial agradecimento à Editora pelo carinho.
Não havia melhor maneira de receber o último, mas longe de ser o menos importante mês do Ano!
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