sábado, 13 de maio de 2017

Parabéns Portugal, parabéns Salvador!

Esta maravilhosa letra, parece escrita para mim.
 
Amar pelos dois

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Puro Amor - Parte I


Meados de Abril de 2014

Já era final do dia, a alemã - que já nem sei o nome - tinha chegado, penso que na véspera, e estava desejosa de conhecer a noite lisboeta. O combinado era nos encontrarmos na casa da amiga comum, e seguiríamos as três para um simpático restaurante onde se juntaria um quarto elemento.

Mas antes, mal me abriram a porta, convencera-me e instalaram-me aquela aplicação que começa por T acaba em R, e tem como objectivo cruzar pessoas, verdade seja dita que não sou apologista dessas modernices, desconfio de tudo e de todos, mas dadas as circunstâncias e o entusiasmo da alemã, não tive sequer tempo de pensar, nem tão pouco percebia o funcionamento, não quis parecer obtusa e permiti. 

Pelo caminho, foi-me a explicar o procedimento, mas como aquilo mais parecia a montra de um shopping, eu dizia “não” a todos, porque me pareciam pouco fiáveis e demasiado “capa de revista”, a aplicação em vez de me chamar esquisitinha, informou-me: “não tem mais contactos no raio pretendido”. Acatei.

Ela percebia português com música - brasileiro! 

Conversa puxa conversa, e ao nos apresentarmos - só uma conhecia todas - com o tinto que por si só fazia de desbloqueador, descobri que tinha uma amiga em comum com a última rapariga que se juntou, e lá se foi a harmonia.

Vinha do trauma das minhas piores férias de sempre - num cenário que merecia ser carinhosamente relembrado - e sem perceber muito bem, entrei em modo non stop, esqueci-me completamente de falar em slow motion para que a amiga da Merkel não me considerasse a pior experiência por terras lusas.

Devia de estar a fazer um esforço tão grande, tal foi o excesso de informação, que a seguir ao jantar, passamos por um bar e rumamos a casa, ao que parece foi um jantar traumático, nem tive direito a uma segunda oportunidade, noutros tempos ter-me-ia metido na câmara de gás sem pensar duas vezes.

Dias depois, já sozinha, num daqueles dias em que tudo corre mal, resolvi aumentar o raio de acção sugerido pela aplicação e foi ai que tudo começou.

Moral da história, esta rapariga só entrou na minha vida, para basicamente me instalar a aplicação que viria a mudar a minha vida, porque foi através dela, e da curiosidade pela excitação que ela emanava que me fez conhecer o verdadeiro amor, enquanto sentimento. Embora achasse que sim, nunca antes tinha sentido amor por alguém. Amor puro, daquele que se quer para a vida.

Há pessoas que passam pelas nossas vidas, porque sim. Obrigada querida (i)nimiga.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mais um Ano... mais uma voltinha!

O tempo voa e cá estamos nós, [eu!] exactamente igual ao ano anterior. Encaixava-me quem nem uma pena, todos os posts escritos anteriormente, o que é, deveras preocupante.

E, senhoras e senhores descobri a problemática solteirana depois dos 30! - O grande obstáculo!
Lá vai o tempo em que a escola, a Universidade e outros lugares que tais, nos proporcionavam, de forma natural, a aproximação, o convívio e a socialização. O grupo de amigos casou, tem filhos e raramente conseguem programas fora - muito menos fora de horas - os convívios passaram a ser em casa uns dos outros e obviamente cortam qualquer possibilidade de interacção além fronteiras das substanciais, duradouras e puras amizades. 

Eu esforço-me, mas o Universo anda-se a fazer de difícil - tenho dito! - senão vejamos: mudei de casa, mas os meus novos vizinhos, de novos só o facto de os conhecer há pouco tempo, porque andam ali, lado a lado, com o velhinho elevador. Ao me ter mudado para a capital, uma série de problemas - nunca antes pensados - apareceram. Se, por acaso, o meu vizinho de baixo fosse uma brasa - que ainda não consegui conhecer ninguém além da vizinha de oitenta e dois anos do quarto andar, o casal do primeiro, os amigos do filho do casal, e ainda, os saltos da vizinha de cima - as lojas de conveniência sempre abertas até às duas da manhã, estragam qualquer possibilidade de pedir açúcar ou ovos fora de horas. Portanto, o circulo estreita-se cada vez mais.

Contando com o carteiro, eventuais encomendas, ou ainda, quando tenho desejos de comida japonesa, dificilmente me deparo com novas pessoas ou alargo o meu leque de amigos.

Posto isto, vi-me obrigada a reajustar a agenda do dia, tirei a tarde. Fui ao cabeleireiro, fiz manicure e umas compras. Ou então não fiz nada disto, só me afoguei num garrafa de vinho que comprei nas últimas promoções de um hipermercado, aquele que tem sempre novidades, e que guardava para uma ocasião especial. Chegou mais rápido do que o esperado, e rematei com uma caixa de chocolates. Isto, porque corre tudo tão como eu planeio, que desisti de esperar pela linha do sushi que repetia "ainda não conseguimos atender a sua chamada". E cá estou eu, a reclamar, mas a salivar, amanhã, já depois dos despojos deste grande dia, pode ser que tenha mais sorte.
 
A titulo de desabafo, sinto uma leve brisa a passar pelo rosto, uma tranquilidade de espírito, avizinha-se uma boa nova, sinto. 

A todos e todas um Feliz dia de São Valentim!










sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Este ano, não há Natal.

A maior lição de vida, é a morte.

Foi uma semana marcada pela dor, pela perda, pela despedida antecipada.

Superou tantas batalhas que nunca pensei que perdesse esta... Amava a vida, e habituou-nos a ter sempre esperança. Contornava as expectativas e surpreendia a ciência. Nunca estamos preparados para dizer Adeus aos nossos mais queridos. Não conforta saber que é a lei da vida.

O telefone toca, pedem-nos para ir com urgência ao hospital, o momento em que a cabeça se recusa a pensar na possibilidade do pior, não sei ao que me agarrava mas varria constantemente os pensamentos maus.  A minha esperança, essa desvanecesse no momento em que passa a ser uma realidade, acabou. Tiram-nos o chão, o mundo pára.

Não sei lidar com o "nunca mais". Não me arrancaram só um pedaço, desventraram-me.

Nestas alturas a dor não depende da idade da partida mas do Amor que lhes temos. Fazíamos juntos a contagem decrescente para o Natal, mal sabíamos nós que a contagem era outra...

Ao contrário do que muitos possam pensar, um idoso não é menos importante, um idoso merece o maior respeito, o maior carinho e Amor. Todos temos a obrigação de cuidar dos nossos velhinhos, mas acima de tudo, que o façamos por Amor. Bem ditos os anos que o fiz. Feliz de mim que enchi o coração e alma de tantos e tantos momentos e recordações. Nunca se esqueçam que eles já foram crianças e que um dia nós também seremos, aos olhos dos outros, velhos.

Oiço a voz dele, e vejo-o o sorrir.

Despedíamos-nos sempre com um beijo soprado enquanto a vista nos permitia. 

Orgulhava-se tanto de nós, como nós dele. Único, meu. Um Avô, que nasceu para o ser. Não o que educava mas precisamente o que estragava, e o que para além de todos o amarem incondicionalmente, respeitavam.

Por muito que a vida tenha de continuar, não é mais a mesma coisa.

Devíamos de ser imortais, meros robots que se desligam, sem dor, sem sofrimento, sem definharmos perante a impotência assombrosa de uma doença.

Este ano, não há Natal. Vou riscar o dia do nosso calendário.

Um Feliz Natal aos que têm todos os motivos para o celebrar. Que o façam com o coração cheio, que recheiem as vossas memórias e que saboreiem a presença dos vossos mais queridos. A família, é sem dúvida alguma, o melhor presente que podemos ter.






terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma feliz coincidência!

Todos os dias deviam de começar assim, com uma feliz coincidência.

Parece uma eternidade mas passou a correr. Duas décadas nos separam desde o último encontro, ainda nos corredores da escola secundária. 
Segunda-feira, dez de Outubro de dois mil e dezasseis. 

Este foi um dia em que acordei mais cedo do que o habitual, estava confiante e entusiasmada e nem sei bem porquê. Planeara o dia com a devida antecedência, gosto de pensar que comando a minha vida, quando na maior parte do Ano, sai tudo completamente furado. Mas ainda assim, insisto. Agendo tudo, planeio, e surpreendo-me! - para variar, de vez em quando, acontecem coisas boas, como a desse dia.
Acabara de amanhecer e o dia estava nublado com boas abertas e um Sol brilhante, timidamente a aparecer detrás das nuvens como se quisesse espreitar o que, cá em baixo, acontecia – e eu.., como eu gosto de sentir os primeiros raios da manhã! Ali, num lugar que me é tão próximo e familiar, algo parecia diferente. 
Meio ofuscada por um Sol ainda baixo que me atingia de frente, vislumbrei um vulto, ali à beira rio, a pouco mais de três passos de mim. Pareceu-me familiar - tão familiar quanto um intervalo de vinte anos me permitia descortinar. Senti um arrepio frio no estomago tão real como aqueles que sentia por ele aos quinze anos e... hesitei! Talvez quem ali estava nem fosse quem eu pensava ser. Bebi o meu café de uma só vez, ergui-me da minha cadeira e o meu movimento fê-lo olhar na minha direção. Batemos o olhar um no outro e eu fiquei desarmada! Não podia voltar atrás, eu vi-o e ele viu que eu o vi. Em milésima de segundos uma força maior empurrou-me em frente sem que me desse tempo para dar meia volta e, em pouco mais de três passos, eu estava a meio metro do grande amor da minha adolescência e a pronunciar o seu nome com um ponto de exclamação no fim. Ele não se levantou nem me convidou a sentar, ele apenas se alinhou na minha sombra, para me ver melhor, franziu a testa que não escondeu os seus quase quarenta anos de idade e devolveu, no mesmo tom surpreso, a entoação do meu nome. Este foi o momento. Ele não viu, mas da água saltaram peixinhos, do céu caíram estrelas e dos meus olhos voaram corações! Respirei fundo e consegui não entrar em arritmia cardíaca. Estranho até, como depois senti uma calma imensa, como se há mais de vinte anos eu já estivesse preparada para este reencontro. O tempo parou, os compromisso ficaram para depois e conversámos serenamente. Falámos baixo e suave como aquele Sol da manhã, como quem ainda nem acordou, como quem se espreguiça. Como estás? Como vives? Tens família? Ali, naquele momento, podiam ter gritado “corta!” e tinha sido o inicio perfeito de um possível romance. Ao invés disso, vivemos apenas os mais intensos trinta minutos dos últimos tempos. 
Não sei que pensamentos ele tinha naquele momento, mas nas entrelinhas da nossa conversa, os meus fluíam para oceano aberto como as águas daquele rio.
Ele continuava sentado de frente para o Sol à sombra da minha figura - que se mantinha de pé - para evitar encandeamento e, se ele se mexia um pouco e se ofuscava na luz, eu gentilmente voltava a tapá-lo com a minha sombra e, caso eu me mexesse ligeiramente e a luz o ofuscasse, ele gentilmente voltava a encaixar-se na minha sombra. Era uma dança perfeita, uma sintonia natural que acontecia sem palavras, só pelo movimento dos corpos. Enquanto ele falava eu vivia aquela nossa valsa, entre a luz e a sombra, como quem faz amor. Era mais do que isso - eram mais que abraços e mais que beijos, era tapá-lo com o lençol para o aconchegar em mim, eram murmúrios e suspiros de puro prazer... era tudo aquilo que quase, mas nunca, chegou a acontecer entre nós. Quem me dera congelar ali... ou dali sair com mais do que algumas palavras trocadas entre nós. Tanto que havia para concluir e que vivia suspenso durante todos estes anos.
Já se passaram alguns dias desde esse encontro e minto se não admitir que a imagem dele, a voz dele e a forma como ele me olhava naquela manhã, ainda hoje, continuam a surgir todas as noites nos meus sonhos mais delicados. Descobri que o desejo hoje como noutros tempos e, como noutros tempos, mais uma vez não passará de muito mais.
Fiquei feliz por ser solteira, livre e não dever qualquer explicação a alguém. Pude viver o momento sem medos, receios ou pesos de consciência. Pude contar, sem pudor: que o mundo podia acabar ali, que o cenário era muito próximo do meu Éden imaginário.
O bom de afinal não comandarmos o destino são as surpresas que podem acontecer ao virar da esquina, em qualquer dia ou hora, sem aviso prévio.

Até daqui a vinte anos, ou, quem sabe, numa esplanada à beira Tejo num futuro próximo.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Bye bye 35... Welcome 36!

Sinto-me Feliz! - consegui acabar a frase com o antónimo da primeira do ano passado e isso por si só é maravilhoso, seria extremamente ingrata, se assim não fosse.

Acredito, mais que nunca, num amanhã extremamente reluzente. Não imaginam o terrível que foi lidar com tantos e tantos obstáculos. Mas a vantagem do menos bom, é que o bom sabe a óptimo e o óptimo... sabe a tudo. 

E este é um post de agradecimento a todos aqueles, que remaram comigo, e que se mantêm na minha vida. Foi uma semana fantástica! A despedida dos trinta e cinco e a entrada, com o pé direito, nos trinta e seis. Gosto mais dos números par. Não, não foi só mais um ano que passou. Foi o Ano que passou. Uma turbulência de acontecimentos. Mas acima de tudo, muitas conquistas pessoais. Muitas superações.

Sorri com o bater da meia-noite, estava desejosa, parecia uma miúda à espera da meia-noite de Natal. Numa ânsia de arrumar tudo o que ficou lá atrás. Foi o princípio de uma nova jornada, mais, diria que agora sim, só me falta a cereja no topo do bolo. Foi um dia treze sem qualquer imprevisto, na sua plenitude. Sem expectativas, portanto, sem desilusões. Muito terra-a-terra do que tenho, de quem tenho, do que conto e com quem conto. Dos que quero para sempre.

A chuva brindou-me nas primeiras badaladas, nem poderia ser de outra forma. Aniversário molhado, aniversário abençoado! Mas os primeiros raios de Sol que entraram de rompante pela janela do quarto, fizeram-me sonhar e acreditar que estou, provavelmente na minha melhor fase.

Vou-vos contar como foram os meus últimos dias, e os primeiros. Vão perceber, que estar solteira, é só mesmo um pormenor.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Dizer não ao coração, é tramado.


Lembro-me perfeitamente da hora e do dia em que ele me mandou uma mensagem a terminar a relação que tínhamos - pela segunda vez. Sim, foi cobardemente o meio que encontrou. E nem foi daquelas pagas, foi mesmo do programa mais usado para o efeito. Posto isto, respondi da mesma forma e ainda acabei com o pedido que: independentemente das voltas que a vida dele desse, nunca mais me contactasse. E assim foi, durante meses.

Encaixei todos os elogios tecidos na dita mensagem e pensei que era só juntar os cacos e voltar a viver. Aceito que temos o direito a não querer e como tal sou da opinião em que não se pede a ninguém para ficar.

Coincidência, ou não, estava em mudanças, o que em vez de uma hora, seriam apenas dez minutos que nos separavam. E no meio da tempestade que entretanto encontrei, tinha também todos os motivos para achar que era uma página a virar,  uma nova fase a começar. Empenhei-me ao máximo no trabalho e na casa nova. A minha casa de bonecas que ia ser testemunha de tudo: do óptimo, do bom, do mau e do péssimo.

E pior do que recomeçar relações, é enterrar as passadas. Aquelas que não compreendemos o verdadeiro motivo. Em que nem vemos motivos, mas acabaram.

Ergui a cabeça e quando começava a estar bem comigo, ele reaparece das cinzas.

O baque da surpresa. E a pior abordagem de sempre. A confiança em que tudo tinha ficado naquele ponto onde me deixou, como se eu tivesse ficado petrificada ali, à espera. Não questionou o meu sofrimento ou os meus sentimentos. Simplesmente achou que podíamos retomar a normalidade do que se tornou anormal. Senti-me a viver um filme, em que nos batem à porta, metemos na pausa e retomamos quando nos apetece.
O nervosismo revelou-me que afinal não estava tudo curado, mas a desilusão segredou-me que tudo se vai resolver. 

E a questão é: não resultou à primeira, nem à segunda, seria no reencontro da terceira? Não me parece.

O coração inquietante gritava, vai! A cabeça fria implorava, não.

Gosto mesmo muito de ti, mas aprendi a gostar mais ainda de mim. 

E na próxima abordagem, se a houver, trás flores ou convida-me para jantar num dos meus sítios preferidos. Diz-me o quanto sou importante. Que não queres uma noite, queres todas. Que o que nos une é forte, mais forte do que o que nos separa. Que partilhar a vida comigo seria um prazer, sem jogos ou omissões. Uma relação transparente e verdadeira. E que seriamos felizes.

Pode ser que a Lua esteja a nosso favor nesse dia...

sábado, 17 de setembro de 2016

A Eutanásia das relações

Não escolhemos Amar. Amamos.

Eutanasiamos relações de forma gratuita, quando as devíamos preservar. A vida ensina-nos a encaixar o que os outros pensam de nós. A aceitar. E cada vez menos a argumentar. Precisamos de estar muito bem estruturalmente para ignorar as várias e sucessivas tentativas de destruição emocional.
Há uns anos atrás, na flor da idade, tudo me revoltava, era eu contra o mundo. Depois percebi que, ou me juntava ao mundo, ou o desgaste era tal que não vivia, sobrevivia nesta selva que é  a sociedade, e daí em diante, simplesmente optei por fazer, de quando em vez, uma triagem emocional. Dos Amores que fazem parte da minha vida: dos que não escolhemos, como a família aos amigos. Só quero bem perto, os que dão saúde. Aos outros, dou-lhes uma injecção de distância. Fiquei com a nata dos que me querem bem, e eu tão bem lhes quero. E com estes queria estar bem mais do que me é possível, bem mais do que lhes é possível. 
O fracasso das relações fortifica-nos. Como se sobrevivêssemos à mais dura das doenças. Como se a eutanásia, fosse a resolução. Não é morrer, é matar. É acreditar que há vida lá fora. É acreditar que algo de muito bom está para vir. É a esperança no seu mais alto nível. É procura. E é desistir.
E neste desejo insano pelas respostas, damo-nos conta de que temos qualidades que desconhecíamos, até nos obrigarem a descobrir.

Sabes qual é a minha maior qualidade? Saber quando devo desistir.

E a essa desistência, chamo-lhe agora, eutanásia - matei-te em mim.